A Diretora Geral do IFESP, Dra. Débora de Faria Gurgel, convida toda comunidade acadêmica a prestigiar o I ENCONTRO NORDESTINO DE ESTUDOS BAKHTINIANOS, que a UFRN realizará no período de 19 a 21 de setembro de 2018 em parceria com o Instituto de Educação Superior Presidente Kennedy.:

As inscrições na modalidade de apresentação estão abertas.

O evento ocorrerá entre os dias: 19 e 21 de setembro.

Para mais informações acesse o site do evento:

https://enebak2018.wixsite.com/enebak

 

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Louis Braille

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  • + Criador: Alfabeto Braille
  • + Idade: 43
  • + Sexo: Masculino

Louis Braille nasceu em 4 de janeiro de 1809, no povoado de Coupvray, cerca de 40 quilômetros a leste de Paris e faleceu no dia 6 de janeiro de 1852, apenas dois dias depois de completar 43 anos. O pai de Louis, Simon-René, era seleiro e fabricante de arreios. Não existe registro exato sobre o momento em que Louis Braille ficou cego, no ano de 1812. A história foi sendo montada a partir de lembranças de diferentes pessoas.

Como foi sua vida?

Mas, não é difícil imaginar o curioso garoto de três anos querendo copiar o trabalho que seu pai fazia diariamente. Pode-se imaginar Louis medindo um pedaço de couro, tentando alcançar uma faca, imitando ansiosamente aqueles movimentos precisos e difíceis das habilidosas mãos de seu pai. Mas, nas mãos gorduchas do menino, o instrumento de trabalho cortante e afiado era, simplesmente, um rude e muito eficiente objeto de destruição. Imaginemos um grito vindo da oficina, o menino encontrado soluçando, com o sangue cobrindo seu rosto. A ferramenta manejada desajeitadamente, segundo parece, havia cortado seu olho.

Em pânico, seus pais fizeram tudo o que puderam: água fresca e linho branco para cobrir o olho que sangrava. Naquela época, os médicos não conheciam as causas nem o controle das infecções. Foi muito antes do trabalho do cientista Louis Pasteur sobre germes, e de Fleming descobrir a penicilina. O outro olho foi contaminado e ele perdeu, aos poucos, a visão. Tinha apenas cinco anos de idade. Aos seis anos, três deles em completa cegueira, começou uma nova era para ele. Na desgraça, teve sorte. Chegou à cidade um novo pároco que, assim que conheceu Louis, afeiçoou-se a ele e ministrou-lhe uma série de lições.

Contou histórias bíblicas, ensinou a identificar os perfumes, o toque das flores e os sons de diferentes pássaros e animais. Falou sobre as estações do ano e as mudanças que ocorriam durante o dia. Despertou nele uma profunda fé religiosa que o acompanharia pelo resto de sua vida. Finalmente, Louis chegou à idade escolar. Na escola do povoado havia um jovem professor: Antoine Bécheret. O abade foi logo procurar o professor para falar sobre Louis e pedir seu interesse na educação do garoto. Muitas pessoas não viam sentido um menino cego compartilhar aulas com crianças normais, mas Louis, inteligente, interessado em tudo que o cercava, demonstrou que teria bom aproveitamento e não atrapalharia seus colegas.

O pai de Louis, para auxiliá-lo martelava pregos na madeira, formando as letras do alfabeto, e Louis aprendia sozinho a reconhecê-las pelo tato. Relatos dizem que seu pai cortava o couro em formato de letras. O jovem professor Bécheret ouvira falar que havia uma escola especial para cegos em Paris, e o abade Palluy procurou um meio de conseguir que Louis pudesse frequentá-la. Ajudas importantes fizeram com que o Abade tivesse contacto com o fundador dessa escola, Valentin Haüy. Valentin Haüy, na corte real de Versalhes, durante as comemorações do Natal de 1786, havia surpreendido não só rei, mas toda a nobreza da França, com uma demonstração de leitura por crianças cegas. O pedido foi feito e a resposta não demorou a chegar. Louis foi aceito e ainda recebeu pequena bolsa de estudo. Era 15 de fevereiro de 1819, logo depois do seu décimo aniversário.

A escola ficava em uma região humilde, abafada, malcheirosa e propensa à disseminação de doenças". Era escura e úmida, uma "ratoeira" de escadas gastas e corredores apertados. Contrastava com o ar puro e a vida saudável ao ar livre que o pequeno Louis desfrutava. Louis foi levado diretamente para uma sala de aula. Em minutos, nervosismo, preocupação e timidez haviam desaparecido, e Louis. absorvia cada sílaba com fascinada atenção e, no final, para grande surpresa do professor, pôde responder a todas as perguntas sem a menor hesitação.Naquela época, um capitão da artilharia do exército do rei Luís XVIII, Charles Barbier, inventara uma forma escrita que utilizava somente pontos e traços em relevo, permitindo que as ordens militares pudessem ser passadas secretamente entre os soldados, e lidas até no escuro. Batizara o sistema de “escrita noturna“.

Esta idéia lhe viera, quando assistia a uma demonstração no Museu da Indústria, em que alunos cegos leram livros de Valentin Haüy, com páginas grandes preenchidas com enormes letras em relevo. Ele ficara pasmado com a lentidão do processo de traçar cada contorno da letra. Ele, então, modificou sua " escrita noturna" (night-writing). Não usara letras individuais para soletrar as palavras, mas transformara sons inteiros em grupos de pontos e traços o que iria facilitar seu uso pelos cegos. No entanto, o uso de pontos era algo novo. Todos os outros sistemas haviam sido baseados no alfabeto usado por pessoas de visão normal. Modificados, eles então podiam ser sentidos em vez de vistos.

Aquela sugestão sobre pontos e traços era diferente para o dr. Pignier, que discutiu a invenção com muita minúcia, até declarar que poderia ser testada com os alunos. Alguns dias depois, o Dr. Pignier reuniu todos os alunos fez uma lenta e minuciosa descrição da invenção do capitão, passando-lhes as poucas páginas em relevo que tinha, para que as examinassem com os dedos. Louis dominou logo o sistema. Louis estava petrificado. A primeira tentativa, o toque, murmúrios de interesse sussurrados entre os alunos, o traçado lento dos pontos, a exploração dos diferentes formatos, e então, lentamente, a agitação aumentando, como se todos eles fossem percebendo quanto aquelas formas eram mais fáceis de distinguir do que as grandes letras em relevo dos livros que utilizavam.

Porém, havia alguns senões com o sistema de Barbier. No sistema de Barbier, não se podia soletrar: fora planejado somente para representar palavras como uma coleção de sons. Não se podia pôr vírgulas, pontos finais ou qualquer tipo de pontuação nas sentenças. O capitão Barbier não havia programado nenhuma combinação de pontos para tal. Também era impossível acentuar palavras – parte essencial da ortografia francesa – ou escrever números, operar matemática, compor música...

Havia muitos sinais para uma única palavra, cada símbolo podia equivaler a seis pontos, e uma única sílaba de uma palavra podia necessitar de vinte pontos. Isso era demais para sentir com um dedo, e havia muitos mais em cada grupo para ter que lembrar. Sem dúvida, era bem melhor que as letras em relevo de Valentin Haüy, mas, gradativamente, todos eles concordavam que eram, de fato, pontos demais, e os pontos não diziam o suficiente. Os detalhes precisos do encontro entre Braille e Barbier não foram registrados, mas, sabe-se que Barbier ficou surpreso ao descobrir que um menino de 13 anos pretendia resolver problemas que ele não conseguira.

Apesar de sua consideração pelas crianças cegas, para quem desenvolvera a sonografia, o capitão Barbier não podia compartilhar a convicção de Louis da necessidade de um sistema tão elaborado. O que os cegos poderiam querer além da compreensão da comunicação básica? Por que desejariam alfabeto completo, pontuação, até matemática e música, como aquele menino estava sugerindo?

Ele não compreendia essa ânsia por algo que permitiria aos cegos entrar totalmente no mundo da literatura e da ciência, aptos a ler e compor o pensamento mais complexo e comunicá-lo aos outros no papel. Diante da obstinação do capitão Barbier, de que o seu método era suficientemente bom, não precisava de mais nada, Braille desistiu de convencê-lo. Mas tomou a decisão de simplificar e melhorar o sistema de Barbier. Descobriria algo que fosse adequado, manejável, que fizesse tudo o que a linguagem escrita e falada podia fazer, com a flexibilidade do alfabeto normal. Então, iniciou sua busca, trabalhando nos momentos extras que pudesse extrair do dia atribulado de aulas, recomeçando à noite, logo que o dormitório silenciava, prosseguindo nas primeiras horas da manhã, nas férias do longo verão, calculando, experimentando, revisando, continuando sem interrupção.

Quando sentiu que sua missão estava sendo concluída?

Seu apogeu e fim precoce...

Louis Braille

Em outubro, quando começou o novo ano escolar, Louis sentiu que seu alfabeto estava pronto. Ele encontrara um modo de formar todas as letras do alfabeto, os acentos, sinais de pontuação e os signos matemáticos, usando apenas seis pontos e alguns pequenos traços horizontais. Pela primeira vez, os alunos puderam tomar notas, copiar as passagens de que gostavam, até o livro inteiro, como faziam as pessoas de visão normal. Em 1828, com a idade de 19 anos, Braille tornou-se oficialmente professor da instituição, assumindo o ensino de gramática, geografia, aritmética e música. Nos primeiros anos da década de 1830, esteve quase sempre enfermo. Ele estava apenas no começo de seus 20 anos, mas sentia-se sempre cansado, com febre, e aperto no peito. Uma noite, ele acordou ardendo em febre, sua boca subitamente enchendo-se de sangue. O jovem estava tuberculoso.

Os médicos acharam que ele deveria voltar para casa, a fim de que pudesse beneficiar-se do ar puro do campo. Mais tarde em 1843, ele retornou a Paris, um pouco revigorado. Por volta de 1850, sentiu que suas forças estavam chegando ao fim. Parou de dar aulas. Ele faleceu no dia 6 de janeiro de 1852, apenas dois dias depois de completar 43 anos.

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